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Os prelados recoletos de Lábrea e de Rio Branco se reuniram com os bispos do noroeste brasileiro


Os prelados recoletos de Lábrea e de Rio Branco se reuniram com os bispos do noroeste brasileiro
28-03-2018 Brasil
Joaquim Pertiñez, bispo de Rio Branco (Acre), Santiago Sánchez, bispo de Lábrea (Amazonas) e Jesus Moraza, bispo emérito de Lábrea, reuniram-se com outros quatro bispos para tratar, de forma espacial, sobre os jovens, indígenas e as comunidades de base (CEBs).

A Igreja Católica no Brasil está dividida em regiões, para uma melhor administração. Levando em conta as dimensões humanas e geográficas do país, a divisão administrativa tem 18 regiões. Uma dessas regiões, chamada Região Noroeste, abrange as comarcas eclesiásticas situadas nos estados do Acre, Rondônia e o sul do Estado do Amazonas.

Conhecida também como Província Eclesiástica de Porto Velho criada em 1980. Em termos eclesiásticos se encontram reunidas nesta região as dioceses de Porto Velho, Rio Branco (ambas capitais dos respectivos estados de Rondônia e Acre), Guajará-Mirim, Ji-Paraná, Humaitá e Cruzeiro do Sul, juntamente com a Prelazia de Lábrea.

O bispo de Rio Branco é atualmente um agostiniano recoleto, Joaquim Pertiñez; já a Prelazia de Lábrea, é bom lembrar, tem até o seu nome associado aos Agostinianos Recoletos desde sua criação no início do século XX.

Ao menos duas vezes por ano, os bispos desta região se reúnem no chamado Conselho Regional, cuja última convocação tem sido no final de fevereiro. A realização do Conselho com duração de três dias foi em Humaitá, cidade do sul do Estado do Amazonas cujo município faz fronteira com Lábrea.

No mesmo dia do início da reunião chegou da Espanha o bispo emérito de Lábrea, o agostiniano recoleto Jesus Moraza. Levando em conta que o arcebispo de Porto Velho, Roque Paloschi, teve que viajar urgentemente a Brasília para resolver assuntos relacionados com os indígenas, em total se reuniram em Humaitá sete bispos.

Do total de bispos, três eram agostinianos recoletos de origem espanhola; não é frequente a presença de tantos religiosos desta Ordem em um encontro de bispos, porém neste caso aconteceu, algo que demostra também parte da realidade da Igreja na região, onde uma boa parte do clero são estrangeiros e pertencem a ordens e congregações religiosas. De fato, dos outros cinco, três são brasileiros, um é italiano, um alemão; dois são diocesanos, um missionário salesiano e dois missionários do Espírito Santo.

Os temas tratados no encontro foram bastante significativos. Bruno Pedron, presidente da Regional e bispo de Ji-Paraná, forma parte do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), esteve como responsável para informar, em primeiro lugar, tudo relacionado com o órgão que reúne todos os bispos no país.

Também se analisou os eventos mais importantesque aconteceram no contexto eclesial, começando pelo grande encontro de jovens em Rio Branco, como preparação do Sínodo sobre os jovens e o discernimento vocacional, é o momento eclesial que atualmente se vive e que tem precisamente os jovens como protagonistas especiais.

Também foi informado sobre as consequências do encontro nacional das Comunidades Eclesiais de Base que aconteceu em Londrina (Paraná) e a pesar da distância de mais de 3.000 quilômetros de alguns lugares até o lugar da Regional Noroeste estiveram presentes bastantes representantes locais.

Também era necessário informar sobre o encontro de líderes indígenas com o Papa Francisco na sua mais recente viagem a Porto Maldonado, Peru, onde também foram representantes dos indígenas das dioceses da Regional.

Este encontro está relacionado com os outros encontros da Rede Eclesial Pan Amazônica (REPAM) e com os diferentes momentos de preparação para o Sínodo especial sobre a Amazônia que a Igreja está organizando.

Atualmente as Igrejas da região amazônica procuram responder aos desafios de carácter social, econômico e religioso do meio em que vivem e buscam propostas para apresentar neste Sínodo especial convocado pelo Papa Francisco.

Não foi deixado de lado no encontro dos bispos a análise da realidade, a inquietação generalizada sobre o Sínodo dos jovens e o discernimento vocacional, e temas mais frequentes de gestão, administração, calendário, agradecimentos...

Os três bispos recoletos conseguiram conviver a partir de um profundo sentimento de Ordem religiosa e com o olhar saudoso para o passado, porque a História se repete: a preocupação de santo Agostinho pela Igreja sempre era compartilhada com os seus irmãos no episcopado e com uma visão sempre de uma Igreja universal: isto é, em realidade o próprio carisma agostiniano recoleto desde uma visão do episcopado.




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